Quinta-feira, Julho 14, 2005

estética no RPG

Não, não falamos de reeducação da postura global -- falamos de role playing game, ou jogo de interpretação de papéis. "Hein?" Ah, você realmente não espera que eu vá explicar mais, espera? Esse tem como sua "grande inspiração" (não, não estou elucidando fatos sobre o jogo em si, isso serve como base para o que virá a seguir) em termos de temática mais comum -- fantasia, geralmente medieval -- O Senhor dos Anéis, de Tolkien. Então, se falarmos em estética no RPG, tem que se parecer com a mesma utilizada n'O Senhor dos Anéis. Fim de discussão. "Aaai, Shiiido, claro que sim, néam?! Que outro tipo você esperava?! Tolkien é Tolkien, ora pois! E se não fosse pelo Tolkien, você não teria os RPGs de fantasia!" Oh, sim. Originou-se com o blá-blá-blá da Terra Média, logo, é nosso dever sagradado ficarmos presos a esse tema. Concordo. É como aqueles odiosos adoradores de carros esporte -- é heresia você prestar tributo a algo tão derivado quando sua adoração deveria estar centrada naquilo que começou tudo, a origem primordial que tornou possível o carro: a roda de pedra. Carros esportes são uma corruptela suja daquilo que é verdadeiro e original, a roda de pedra lascada -- ou polida, whatever, caguei pros pré-históricos --, ora pois. Assim, devemos seguir o Tolkien à risca. Quer um mago de fantasia? Ele tem que usar mantos, ora pois, end of story. Uma barba comprida branca também é muito bem-vinda. Claro que ninguém parou para pensar que deve ser ótimo lançar magias elementais do fogo com esvoaçantes robes prontos para pegar fogo! Character designs mais arrojados são prontamente rejeitados pelos jogadores "veteranos", porque o uso, em fantasia, de sapatos de salto é inverossímel, por exemplo. Já grandes répteis inteligentes que cospem fogo (ou até eletricidade!) são plausíveis ao extremo, claro, assim como nosso mago velhote que a essa altura deve estar rolando no chão feito um guaipeca, já que seu robe-super-correto-de-mago-tradicional no mínimo deve estar em chamas depois daquela terceira bola de fogo. Claro que certas peças de vestuário, bem como o bom senso de usá-las, não existia na era medieval -- mas é claro que a magia existia, como sabemos pelos livros de história. E está certo! Design arrojado e estiloso é coisa de fruta, e o bom mesmo é ser um nerd possivelmente acima do peso que provavelmente não pega mulher -- esses são os machos de verdade!

Atentemos à figura 1 (que, por sua vez, é um link para imagem em tamanho maior, assim como a 2):


figura 1

O que ali é temos é um claro de exemplo de algo errado em termos de uma guerreira em um jogo de fantasia. Para começar, não vemos, no fundo, um urinol tendo seu conteúdo jogado pela janela -- típico da era medieval, ora bolas. Além desses saltos, a roupa dela é incapaz de proteger contra ataques! Um horror! Inverossímel. Claro, o problema é esse, a verossimilhança do traje: ele não dá cobertura contra golpes. Claro que esse discurso (que faz uma peneira empalidecer de vergonha de tão furado que é) rui diante da figura 2:


figura 2

Aqui está uma guerreira de fantasia correta! As lâminas super-dimensionadas nas ombreiras oferecem excelente proteção (além do risco de decepar a cabeça da própria usuária), bem como todo o resto da armadura, que, com atenção, você talvez consiga encontrar no desenho. O machado dá um toque extremamente realista, e nos deixa imaginando: será que, com aqueles bracinhos, ela sequer consegue LEVANTAR o maldito? Claro que isso tudo pode ser suprimido e ignorado, visto que ela não é correta segundo os preceitos lógicos (que desqualificam e deslegitimam a figura 1), mas o é pelo princípio da punhetabilidade.

Para o fã médio de fantasia medieval, uma figura feminina nada é se não um estimulante para a masturbação, é fato. Então, em meio aos répteis cuspidores de fogo cientificamente corretos e indumentária medieval purista (ou não tão purista assim, ou estaria encardida e cheia de pulgas), temos um oásis de discrepância, não por uma proposta de visual esteticamente atraente, mas, sim, para satisfazer necessidades suínas dos jogadores.

Claro que, assim como a idade média assolou o mundo por muitos anos, também levará muito tempo até que haja um amadurecimento e, conseqüentemente, o abandono desses moldes estereotipados e desgastados que, diferente da "verossimilhança" que têm como base de defesa, são perpetuados por uma mentalidade retrógrada, resistente à mudança e viciada.

Posted by Shido Vicious on 8:35 AM -

Segunda-feira, Julho 11, 2005

errata

E me distraí e coloquei o link da Lynette ruim duas vezes... Horror.
Enfim, está sanado o problema e eis o link para a Lynette mais decente:

http://www.deviantart.com/deviation/20407392/

Posted by Shido Vicious on 3:16 PM -



artites and poseurs

E quem pensaria que eu largaria a vida desregrada de noitadas em lugares de vício e má conduta? E que eu não voltaria mais para casa às 6 da manhã, sem nem conseguir diferenciar direito o freio do acelerador? As coisas mudam. E eu me vejo envolvido com outros aspectos mais gratificantes da minha vida pessoal.

Um deles é minha habilidade como denhista. É estranho, pois foi desenvolvida aos trancos e barrancos, com um mínimo de treinamento formal. E após começar copiand..., digo, inspirando-me na Rumiko Takahashi, chego em um ponto onde o único refencial existente é um estranho código degenerado, adquirido de forma desconhecida e armazenado em uma parte pouco acessível do meu cérebro. Esse código regra, de forma cruel e fria -- "fascista" seria um ótimo termo --, as formas que a figura humana deve ter para ascender a um estado de perfeição estética.

Eu fiz esse desenho, uma guerreira parnasian-punk, yadda, yadda, fui obrigado a, sem nenhum treinamento prévio, colori-lo em um programa de edição de imagens. O resultado pouco inspirado me levou, obsessivamente, a fuçar no programa e tentar aprender coisas novas, o que resultou em uma nova tentativa, com um resultado mais palatável.

Eu realmente não sei qual o objetivo em si de fazer isso. Mas eu preciso resolver essas questões. Elas não envolvem ninguém além de mim, o que pode deixar as coisas mais difíceis, visto que eu sou o crítico mais duro, ácido e depreciativo que eu poderia ter.

Posted by Shido Vicious on 1:26 AM -

Sexta-feira, Julho 08, 2005

art attack!

Okay, chamar de "arte" é uma pretensão filha da puta, mas, na falta de termo melhor, afirmo que andei me dedicando à minha arte. Não, falo dos meus desenhos. Eu desenho, ora pois. Sim, e continuo com todos aqueles defeitos de outrora, como as pernas compridas e finas demais, dedos aracnodatílicos, etc. Larguei a arte-final a nanquin, e, em vez disso, uso lapiseiras de diversos calibres (okay, na verdade a única de que eu gostei foi a 0.3). E estou até me metendo a colorir no computador, coisa impensável faz algum tempo -- claro que, para melhorar a situação, vou ter de conseguir um programa melhor e uma tablet. Quer ver alguns dos trabalhos?

http://shidovicious.deviantart.com

Fora isso, férias na faculdade, afinal. E toda a carga neurótica de sempre, é evidente.

Posted by Shido Vicious on 9:39 AM -

Terça-feira, Junho 21, 2005

life unlike we know it

E depois de quase morrer de frio, consegui voltar vivo da aula, e, depois, saboreando um jantar (descongelado) em frente à televisão, eu vi um seriado novo na Sony: Life as we know it. Bem fraquinho. É outro desses de meninos de vinte e poucos interpretando adolescentes, o que, por mais que tentem, não dá certo. E, como é costume, eles sempre conseguem puxar a coisa para o campo do inverossímel. Além da filha rechonchuda do Ozzy, temos uma porção de gente inexpressiva e os três meninos que protagonizam a coisa toda, que podem ser vistos ali em cima. Ontem o de amarelo teve uma cena sem camisa, e é nessas horas que a série perde credibilidade. De acordo com o plot, o franjinha esse é um nerd. Nerd, então tá. Não sabia que os nerds agora saíam bonitos o bastante para serem modelos e com abdômens sobre os quais se pode lavar roupa. Não procede! E ele tem sérios problemas em arranjar garotas, porque ele é nerd. Mais ou menos que nem o Clark no início de Smallville. Os nerds passaram por uma reformulação atroz, pelo visto, pois, na minha época de escola, os nerds, além de todo o elemento esquisito, também eram feios de doer -- sei disso na prática, acreditem --, logo, havia uma razão substancial para haver sucesso nulo com as garotas, não apenas um plot mal feito e atores mal escolhidos.

Pelo menos o canal passa C.S.I.. Alguém mais está ansioso para ver o episódio dirigido pelo Tarantino?

Posted by Shido Vicious on 9:57 AM -

Segunda-feira, Junho 20, 2005


  • Há pessoas demais no mundo. Se reduzíssemos a população mundial em 2/3 do total, as coisas seriam melhores
  • Pessoas, preferivelmente, devem ser bonitas e inteligentes. Then again, me sinto mais inclinado, na impossibilidade de ambos, a ser partidário dos inteligentes. Gente burra abençoada com beleza é porco presenteado com perolas
  • Parei, por conta própria, com meus anti-depressivos. Meu humor anda estranho, porém
  • E, finalmente, fiz meu primeiro vestido. Trabalho da faculdade. Tive que aprender a fazer modelagem na marra e sem instrução formal.
  • Graças ao Ig Barros -- artista muito foda --, vou me aventurar em novos métodos de arte-final
  • Adquiri um hip flask com espaço para bebida e outro espaço para cigarros. Luxo.
  • Fluxo de consciência fede.
  • Preciso me livrar de um defeito -- o único que influi realmente --.
  • Há um suplemento protéico ótimo, que, além de ter gosto ótimo, ajuda a queimar gorduras.
  • Dificuldade para dormir. Odeio esses períodos de hiperatividade intercalados com períodos depressivos.

Posted by Shido Vicious on 2:53 AM -

Domingo, Junho 05, 2005

medievalismo é para cuzeiros

Volta e meia eu escuto alguém falando das maravilhas da Idade Média. Isso, claro, geralmente vem de metaleiros e outros tipos que não vêem muito valor em coisas como saneamento ou evolução no vestuário. A era medieval tem, indeed, muitas maravilhas. Deve ser uma experiência sem igual ser acertado por uma chuva de mijo quando você, descuidado, transita pela rua e é vitimado pelo conteúdo de um urinol, que era, tipicamente, descartado pela janela. O vestuário era realmente sem graça, sendo que a única coisa que julgo positiva era a silhueta esguia seguida na época. "Mas a era medieval", já ouvi um defensor quase bradar em defesa, "era uma época em que prevalecia a honra, não havia isso de armas de fogo, era apenas a espada contra a espada". Puxa, que legal. É realmente honrado, se levarmos em conta que uma parte ínfima da população tinha acesso às tais espadas, então, no caso, o ideal de honra citado estaria mais para "espada contra (insira aqui a ferramenta agrícola de escolha) empunhada por um camponês desnutrido". A arte é algo prodigioso nessa época. Um metaleiro já me disse certa vez que "a arte medieval é a única dotada de qualidade". Ah, tá. Noções de perspectiva e de proporção eram algo praticamente desconhecido pelos rabiscadores daquela época, só para começar. E dominação por parte da religião monoteísta mais ridícula e burra que já apareceu? Não, obrigado, já seria ruim o bastante sem isso. Seja atingido por um golpe de espada quando defende a "honra" e depois morra de infeção, uma vez que a medicina era rudimentar ao extremo e tudo extremamente sujo. Assepcia? Não, isso não é coisa do machão-medieval-metal. Idade média é tudo de bom, isso, claro, se você não se importa de andar no meio das fezes, ser dominado pelo cristianismo e morrer desdentado aos vinte e poucos anos.

Posted by Shido Vicious on 11:31 AM -

Sexta-feira, Junho 03, 2005

KILL! KILL! KILL! KILL!

Isso, quem conhece Dir en grey vai reconhecer o título do post como as palavras de ordem marcantes da faixa GDS. E foi com o entusiasmo de quem escuta a música citada no início de um dos shows do Dir en grey, aguardando ansioso pela apresentação -- uma explosão de fúria, rock & roll e ótima apresentação estética por parte dos membros --, que eu vislumbrei a capa da Dragon Slayer. Um vez que o exemplar jazia em minhas mãos, examinei-o apressadamente, como querendo que ver todas as páginas de uma única vez, tamanha a curiosidade. Foi uma experiência ótima. A diagramação, bem como a arte interna, estão entre as coisas mais aprazíveis que eu já vi. Foi um momento sublime. Um pouco mais calmo, acendi um Malrboro light, sentei-me em um dos bancos do campus e pus-me a ler o conteúdo. Não fica atrás do visual, devo dizer. Muito me agradou o novo cenário oficial por eles proposto -- fantasia medieval, polida e lapidada para remover, como se faz com um tumor maligno, a parte feia e desagradável da fantasia medieval tradicional, mesclada à Ilha do Dr. Moreau --, o que eu próprio achei interessante, pois, como é sabido, eu desprezo o ctoniano, aquilo que é ligado à sujeira que é a natureza. A nova série de quadrinhos do Cassaro e da Awano -- que melhorou muito o traço -- também é bastante aprazível, protagonizando aquele rapaz-lobo que apareceu, sob o traço do Cassaro, em alguns títulos 3D&T. Há apenas uma ressalva: excesso de conteúdo para Primeira Aventura, a OGL (Open Game License, pedro bó) nacional do D&D. Se tudo está restrito a apenas 5 níveis (uma das partes orgulhosas do discurso de apresentação do projeto), não seria um pouco excessivo tanto material? Algo me diz que em algum tempo esses personagens poderão avançar além do 5o. nível. Fora isso, adorei e fiquei boquiaberto, pois é de conhecimento comum que poucas coisas me agradam realmente, em termos de estética (ou qualquer outra coisa, for that matter). Dragões são vermes antigos e poderosos, mas, mais cedo ou mais tarde, alguém mata o bicho. Uma pena que esqueceram de enterrar, porque está começando a feder...

Posted by Shido Vicious on 11:56 AM -

Quarta-feira, Junho 01, 2005

tá preparada?

Parada gay de São Paulo? Não, não fui. A troco? Tinha coisas melhores e mais gratificantes para fazer. Mas Jaguar, o companheiro de desventuras da primeira expedição por nós feita na capital da federação -- não, Brasília é só um projeto feio feito no meio do nada --, foi. E trouxe dados bem interessantes. Até onde eu pude perceber, a cidade se tornara um tapete humano gay. Também pudera, pois, segundo ele, essa parada foi oficialmente a maior muvuca gls do mundo. Mas eis que chega a parte chocante: baixíssima densidade de drag queens e similares. E, até onde deu para perceber, também não havia os tios com tiras de couro e outros elementos dessa sorte. Fiquei pistache: uma parada gay que não mostra os homossexuais como aberrações ou wannabe divas. Foi algo surpreendente, pra mim ao menos, porque a única parada gay que eu vi na vida foi a de Porto Alegre, e isso faz um bom tempo, ainda na época em que o Eduardo nos agraciava com sua presença no país. E devo dizer que foi um show de horrores. Sim, densidade alarmante de travas e assemelhados. A foto aí em cima foi tirada em alguma das edições da parada gay porto-alegrense. Admita, é tão ou mais assustador que aquelas fotos de efeitos de doenças venéreas que nos mostram nas aulas de biologia no colegial. Mais de uma vez eu já disse que sou contra bicha militante, simplesmente porque elas denigrem a classe, se é que se pode chamar assim. Uma crença totalmente errônea é de que os gays não são homens. Até onde eu tenho conhecimento, um homem que sente atração por outro continua com seu cromossomo Y inalterado. E devia parar por aí, na parte de gostar de outro homem. É só um dentre vários aspectos da vida da pessoa. Toda a parte de propensão a escandalinhos e efeminação não só me parece desnecessária como também inadequada. E aqueles que não são adeptos dessa merda acabam igualmente estigmatizados. E não é reforçando uma postura freak e imoral que as pessoas vão repensar o assunto e deixar de discriminar, isso eu garanto. Por isso que eu mantenho distância da parada gay daqui. E como não bloqueia nenhuma das ruas que eu uso para ir até meus locais costumeiros de domingo, caguei expresso.

Posted by Shido Vicious on 12:43 PM -

Segunda-feira, Maio 30, 2005

*LOL*

Às vezes faz bem gargalhar ante a absurdos.

Porque tem bicha que, além de mordida, não tem espelho em casa.

Posted by Shido Vicious on 5:24 PM -

Quinta-feira, Maio 26, 2005

sci-fi guillotine blues (ou 'the good, the bad and the UGLY')

Quando eu era pequeno, meus pais gostavam muito de, aos domingos, levar eu e meus irmãos para um almoço em um restaurante chinês realmente bom, em Porto Alegre. Coisa maravilhosa. Alguns anos depois, paramos de ir no tal restaurante. Se engana quem pensa que isso ocorreu por parte de alguma diminuição do desejo por comida chinesa ou alguma antipatia adquirida em relação aos compatriotas do Mao. O cozinheiro-chefe do lugar pediu demissão, isso é que ocorreu, e, junto com ele, também foi-se embora a qualidade da comida. Eu sou total adepto do sistema de personalidades: em muitos casos, uma única pessoa (ou também um grupo pequeno) dá toda a qualidade de qualquer coisa, de um pequeno fanzine a uma grande instituição. Uma liderança gloriosa, o cérebro atrás das decisões acertadas que dão a alguma coisa sua magnitude. A desaparição dessa liderança faz com que tudo apodreça, visto que, o que sobra é apenas a mão-de-obra, o gado. É como se, para salvar o corpo de uma pessoa que teve a cabeça decepada, fosse posta em seu lugar uma cabeça de uma vaca ou de uma capivara. Não funciona.

A Dragão Brasil já foi a melhor e única revista de RPG brasileira. Agora, deixou de ser a única. "Ai, Shidooo, então agora ela terá uma concorrente desprezível que deixará ainda mais evidente que ela é a melhooor?" Não. Pelo contrário. Já que entramos, anteriormente, no campo da ficção científica inverossímel, podemos levar adiante o raciocínio sobre cabeça decepada que cede lugar ao encéfalo bovino ou capivaresco. Digamos que essa cabeça (a humana, né) tem seu cérebro notável extraído e implantado em, sei lá, um corpo cibernético, ou clonado, ou um homem feito de silício, você escolhe. O que vocês prefeririam:


O corpo original com a cabeça implantada de capivara


ou a cabeça original no corpo cibernético?

Não é uma decisão difícil, ou é? Ainda, mesmo que não houvesse o discurso de apoio, até mesmo um macaco treinado consegue escolher aquela que não parece um fanzine de capa poluída.

Se você olhar de perto (aqui só tem imagens pequenas, problemas de hospedagem, mas, se você pegar alguma das duas na mão, é difícil não ver), também fica mais fácil não escolher aquela que tem a odiosa palavra "brazuca" em algum dos tópicos. "Ai, não vou procurar uma palavrinha na capa, Shidooo!" Não precisa. "Brazuca" é o tipo de coisa que golpeia seu rosto, de tão horrendo.

Posted by Shido Vicious on 8:51 PM -

Quinta-feira, Maio 19, 2005

hard to explain

A Abby Lockhart, do E.R. ("Plantão Médico" em terras brasileiras) é a melhor. Não sei a razão, e nem tento analisar (tudo o que eu tento analisar se torna doloroso e desprovido de sentido mesmo...), mas ela é a personagem da série que mais me desperta simpatia. Okay, a simpatia é compreensível, mas há algo adicional que eu não consigo definir ou quantificar.

A vida seria melhor se tudo fosse classificável e mensurável dentro de padrões seguros, absolutos e totalmente assépticos.

Posted by Shido Vicious on 12:06 AM -

Quarta-feira, Maio 18, 2005

DX(pair)

E não sei por que, subitamente, me sinto tomado por esse sentimento de vazio, de desespero. Uma ansiedade incontrolável. Eu poderia preencher esse vazio com comida, mas não me parece vantajoso resolver um problema momentâneo com a originação de um problema substancialmente mais sério (engordar). E meus remédios não funcionam. E os que, teoricamente, funcionariam, bem, esses não me são receitados, a despeito dos meus protestos. Não há um objetivo maior. Não há um código de padrões e referenciais absolutos ao qual, se eu me ativer, estarei seguro. Essa diversidade exagerada torna impossível saber se se está seguindo um caminho acertado ou não, o que é agoniante. Eu vivo em agonia. E, não, eu não escolhi isso e tampouco acho legal. Eu só queria ter absoluta certeza de que tudo está bem.

Posted by Shido Vicious on 11:35 PM -

Terça-feira, Maio 17, 2005

E achei onde o James Iha e o Twiggy Ramirez estavam se escondendo. Com a saída do Twiggy do Marilyn Manson, ele deixou de ser Twiggy, da mesma forma que a banda deixou de ser boa (Tim Skold? Merda!). É pelo nome Jeordie White que o Twiggy atende atualmente. E ele é ainda mais assustador usando roupas civis, eu arrisco dizer. E o Billy Corgan vai lançar um álbum solo em breve, descobri faz meia hora. Nesse eu confio. Ei, mas não era eu o imbecil que pegava no pé de músicos só por estarem acabados? Não. Pego no pé quando são ruins, e o Billy Corgan está muito longe disso, e, mesmo que estivesse um pouco mais próximo, o simples fato de ter agraciado o mundo com o Smashing Pumpkins já serviria como tíquete para o Céu. Não, a referência a Céu, com a letra maiúscula mesmo, não quer dizer que eu tenha me afiliado ao cristianismo. Ou quer. É, agora sou cristão. Bom.

Posted by Shido Vicious on 11:22 PM -



hace la linea, mona

Trecho retirado de um artigo do Terra sobre a Parada Gay:

"Além das 30 atrações do parque, o público vai poder prestigiar shows com Drag Queen, Performancers e DJs, com muita música eletrônica"

E depois algumas (poucas) pessoas (dotadas de bom senso) se perguntam por que a opinião pública tem uma imagem estereotipada dos homossexuais...

Posted by Shido Vicious on 4:25 PM -

Segunda-feira, Maio 16, 2005

Champagne -- okay, na verdade, é espumante, visto que não foi produzido na região citada, mas se trata se Chandon, não da Cereser que você bebe -- batido no liquidificador com sorvete de limão é umas das melhores coisas que pode agraciar os sentidos de algum indivíduo, é fato. É fato também que sair com amigos é também umas das melhores coisas. Os mesmos de sempre, porque eu mantenho um grupo pequeno de amigos, pelo simples fato de a) eles estarem entre as melhores pessoas que eu conheço e pelo fato de b) ser trabalhoso ao extremo conhecer pessoas novas, uma vez que, muito provavelmente, elas serão aborrecidas ou insignificantes, como a grande maioria das pessoas. Quando se combina o Chandon com sorvete de limão e esse grupo vicioso de amigos, uma noite de sábado, mesmo em lugar desprezível como o garagem Hermética, se torna aprazível. E quando somo isso à presença do meu namorado, que, diferente do resto dos homossexuais que eu conheço -- que estão mais para bichas mesmo --, não gosta de eletrônica, ou Cher, ou Madonna, ou Avril Lavigne ou qualquer lixo similar, e, até o presente momento, me proporcionou seis meses realmente gratificantes, posso dizer que o meu sábado foi ótimo, sim.

E o KerouacXXX e eu continuamos em nossa cruzada pessoal pelas maravilhas das festas de chá da Sra. Watson-Parker. Noites em Canoas Helltown se tornam divertidas com sua presença. Claro que a vila sinistra ajuda, com suas festas estranhas e cheias de seguranças e os espectros que aparecem de madrugada, além, claro, do planejamento labiríntico do local.

Posted by Shido Vicious on 12:42 PM -

Domingo, Maio 15, 2005

ch-ch-ch-changes

O sujeito da foto acima, o tetsu (L'Arc~en~Ciel), me forçou -- "incentivou" não passa o grau certo de intensidade -- a voltar a estudar música. Se eu quiser compor linhas de baixo tal como ele faz, vai ser difícil fazer isso como auto-didata. Ou não. Whatever. Seja como for, aprimorar-me parece interessante, visto que, ao que tudo indica, nós (Baroque/Clark e eu) da Geilheid finalmente conseguimos sair do enervante estado de inércia e estabelecemos uma freqüência regular de ensaios. Sim, eu pregava contra o virtuosismo -- entre outras muitas coisas -- não faz muito tempo, verdade. Mas -- não é pecado fazê-lo -- eu posso mudar, e não tenho (muitas) ressalvas em me valer desse direito. Simplesmente ocorre que ser um baixista punk é aborrecido ao extremo. Eu já experimentara esse tédio infindável na época em que tocava o baixo na HOPE, que, como banda cover de HIM, tinha o baixo totalmente... punk. Pois é, parece um padrão, bandas mela-cueca (HIM, Placebo) também seguem o esquema de complexidade técnica do punk, só que tirando os elementos que fazem dele um gênero divertido. Não pensem que eu me bandeei pros lados do metal, nada disso. Ainda continuo fiel ao punk -- esteticamente, é claro. Sim, só esteticamente: toda essa coisa de "revolte-se contra o sistema", do jeito que eles fazem, não produz resultado algum. Continuo gostando da música, sim, poucas coisas são tão boas e divertidas quanto ouvir Pistols ou Toy Dolls, mas fazer música nesse estilo não é mais algo a que aspiro. Culpa do L'Arc~en~Ciel, mas é uma coisa boa. Ser um baixista tosco só parece funcionar se você enche o cu de heroína e sangra no palco, coisas que não me parecem agradáveis ou gratificantes.

Posted by Shido Vicious on 3:23 PM -
Archives

Aspiring Rockstar Interview Profile

introduce yourself to the fans, please. Shido desu
not as helpful as I'd have wanted. state your name please. Shido Vicious
any aliases we'd want to know about? I was formerly known as Shinya Serizawa
and your part in all of this is? I play the bass. I guess.
oh, please, there's no need to lie to us. okay then. I'm a fucking poser. happy?
How old are you? I'm aged 21. Now I can drink legally, though
where can you be found? Porto Alegre. what? you wanted my home address?
now let's start with specific topics:
girls, be ambitious: fame is the goal. if not possible, infamy suits me fine as well
musical influences: Shazna, machine, Malice Mizer, Dir en grey, Penicillin, Aliene Ma'riage, Smashing Pumpkins, Sex Pistols, Marilyn Manson & McLusky, among others
hero: Sid Vicious, Hakuei, hide, Toshiya, D'Arcy & Paris Hilton
merits: I have a good aesthetical sense and I have a quick wit, I'd say
flaws: alcohol, mood swings, low self-image
boys ang girls: boys, for sure
cigarette brand: Sampoerna
favorite drink: beer, rum
fashion: punkish rock wear. surfer attire for the summer. anyway, it always should expose some skin
literature: prose, please. Oscar Wilde, Camille Paglia, Lewis Carroll, Clarah Averbuck, Castaneda
hobbies: RPG, music, drawing, designing clothes
artists: Hiroyuki Asada, Joshua Gabriel Timbrook
manga/anime: FLCL (furikuri), Boogiepop Phantom, Ranma 1/2, Shoujo Kakumei Utena
videogames: The King of Fighters, Persona 2: Eternal Punishment, Street Fighter 3: third strike, Samurai Shodown
okay, some last questions now:
80s? hell no!
feeding habits? blood. just kidding, I'm no nerd. no fat/low carb, please
a message to your fans: I wanna thank to all those who support me and help me build my delusions of grandeur. those who don't can just bite me and go to hell

bands & music
J-Rock Saga
Izam
Shazna
Malice Mizer
Dir en grey
Hakuei+machine
Da'vid)shito:aL
Moi dix Mois


weblogs
Empty Life
AnneMarie
Augusto R.G.
Dancer
The Bunker
Machinery
Kenshin
Meche


Ragnarok Online
Official Site
Brasil Ragnarok Online
Character Simulator
Cool Warriors

Drink or Die!
A Adega
Mixology Department

Miscelaneous
brazileira!preta
Dexedrina
The Spark


Guestbook